O paradigma Kökçü

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1Os 25 milhões de euros que o Benfica investiu, no último defeso, na contratação de Orkan Kökçü, ainda não tiveram o retorno futebolístico ansiado. Nem pelos adeptos, que demoram a perceber o seu futebol, nem pela estrutura encarnada, encabeçada por um treinador que não tem sabido perscrutar, nem do ponto de vista coletivo, nem, neste caso específico, a nível individual, as mais-valias que o médio-centro pode ofertar ao jogar das águias. Depois, ainda há a pressão de alguma imprensa, que insiste em apontá-lo como um número 10 que nunca foi. Contudo, nada disto justifica a entrevista ao ‘De Telegraaf’, em que colocou, num tempo completamente desajustado, o individual e o seu ego esdrúxulo muito acima dos interesses do coletivo. E isso, por mais interessantes que sejam alguns temas que levanta, que deveriam ser debatidos cara a cara com Roger Schmidt e não em praça pública, tornam ainda mais fragosa a relação com uma massa adepta que já percebeu que não está ali o ansiado émulo de Enzo Fernández. Nem podia estar, como alertámos na abordagem ao novo exercício, pois o argentino é um jogador de um perfil distinto, não só pela ferocidade nas ações defensivas, nas quais as de pressão têm um peso inabalável, como também na forma distinta como percecionam e inteligem os momentos com bola.

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