O penso e as feridas

1] O Dragão preparava-se para ver sangue e viu geometria. Com o plantel fulminado pela vaga de indisponíveis e os disponíveis extenuados, perante a obrigação mínima de segurar o golo de vantagem trazido de Alvalade, o Sporting fez o jogo que os azuis-e-brancos não souberam ler. Uma partitura de triângulos curtos e fuga baixa, escrita com a calma de quem não tem nada a perder senão o próprio susto. Até aos 35 minutos, os leões mostraram-se confortáveis a contornar a pressão alta individualizada de Farioli, e ganharam confiança a partir de uma inflexão paradoxal. Gonçalo Inácio, canhoto bem condicionado por William, esteve perto de cometer um erro garrafal que a equipa de arbitragem, de olhar timorato, escolheu não registar. Inácio saiu lesionado pouco depois, e a entrada do destro Debast mudou a referência de William, que se tornou menos afoito a fechar o pé contrário.

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