Os primeiros passos de Lage

1] Com uma semana de trabalho com o plantel completo, Bruno Lage cumpriu com o objetivo de recolocar o Benfica no caminho dos triunfos. Sem encantar, até porque não há milagres no futebol no que concerne à metamorfose de um modelo de jogo corroído como o que herdou, assegurou uma entrada triunfante na Champions, com uma vitória (2x1) em Belgrado, que certifica 3 pontos vitais para as águias atingirem o playoff da prova, depois de ter vencido o Santa Clara com um resultado mais contundente (4x1) do que a exibição. Não deixando de envergar o fato de treino escuro, o sadino surgiu muito mais espaventoso e vibrante nas suas intervenções desde o banco e na interação com o público, arrogando um papel que lhe era incógnito. Tudo para ir ao encontro de dois aspetos que lhe terão parecido os mais cruciais no momento. O primeiro, já visível na sua apresentação, quando interrompeu a conferência para cumprimentar os jornalistas, de estabelecer amplas diferenças com as práticas do seu antecessor, que mantinha um semblante áspero e aquietado, quase imune, até pelo pormenor das mãos permanentemente nos bolsos, às incidências das partidas. O segundo, bem mais político, e que tem sido a grande prioridade do seu discurso até aqui – com pouca profundidade na análise futebolística, ao invés do que nos habituara no passado –, que passa por promover a reaproximação das bancadas com a equipa, amamentando o ambiente favorável a que não se estafa de incitar.

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