Perceber o óbvio como melhor caminho
1] O resultado foi muito melhor do que a exibição. Por muito que contunda Roger Schmidt, indizível na forma como esgaravatou subterfúgios rasos para debandar à inevitável questão colocada após o dérbi por Gonçalo Ventura, jornalista da RTP. Um lapso ainda maior do que o não saber ganhar é admitir que o triunfo do Benfica sobre o Sporting redundou de uma exibição maiúscula das águias, que, numa grande fatia do encontro, mesmo a jogarem em superioridade numérica, não ligaram criação com finalização com um mínimo de qualidade. Até porque estiveram permanentemente presas aos cruzamentos saídos do corredor direito, face à falta de profundidade à esquerda, apenas perscrutada, a partir dos 87 minutos, com a entrada tardia de Gonçalo Guedes. O que redundou, face a organização defensiva coriácea do adversário, que se tornaria menos fiável após a saída de Matheus Reis, em raríssimas ocasiões de sobressalto para Adán.
