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Sérgio Krithinas
Sérgio Krithinas Diretor executivo

A ambição de Salvador

António Salvador é o pai e mãe do Sp. Braga moderno. Em 15 anos, transformou um clube que ia alternado épocas razoáveis com outras aflitas no fundo da tabela num europeu consistente, por vezes a chatear o poder dos grandes e já com o feito de chegar a uma final europeia. O Sp. Braga que deixará, seja quando for, será bem diferente – para maior e melhor – do que o Sp. Braga em que pegou. Por isso, já garantiu o seu lugar na história.

António Salvador é ambicioso e exigente, duas características que têm sido motores do crescimento do emblema da capital do Minho. Por isso, a cada temporada que passa longe do título, custa-lhe. Mas custa mais aos treinadores que tem. Abel Ferreira, está na cara, não irá continuar na Pedreira, depois de um campeonato que descambou na reta final. Segue-se outro técnico – o 15.º contratado na era Salvador –, com a mesma missão dos anteriores: aproximar o Sp. Braga dos grandes e da luta pelo título.

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Os arsenalistas procuram intrometer-se numa guerra de tanques munidos de metralhadoras. Apesar do crescimento, as diferenças para os três da frente ainda são abissais. Por isso, ao Sp. Braga não basta ser bom: tem de ser muito bom e esperar que os rivais se distraiam todos ao mesmo tempo. Há coisas que não estão nas mãos de Salvador ou dos treinadores que possa contratar.

Por Sérgio Krithinas
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