Sérgio Krithinas
Sérgio Krithinas Diretor executivo

A resposta obrigatória

No ‘intervalo’ dos dois jogos entre Gil Vicente e Sporting, Vítor Oliveira disse em voz alta, e com microfones pela frente, o mesmo que praticamente toda a gente pensa sobre a qualidade do atual plantel dos leões. Mas por muita razão que tenha, o discurso do técnico dos gilistas não explica as diferenças que se viram no último domingo – por longe que esteja dos rivais, o Sporting tinha obrigação de fazer bem melhor em casa de uma equipa cujo único objetivo é sobreviver na 1.ª Liga deste ano.

Talvez as palavras de Vítor Oliveira tenham funcionado como uma acendalha para o jogo duro a que assistimos ontem, desta vez para a Taça da Liga. Mais uma vez, o Sporting esteve longe de jogar bem, mas não deu as mesmas ofertas na defesa e foi capaz de lutar e acreditar até que o talento de Bruno Fernandes emergisse. Foi um leão obrigado a um enorme desgaste, quer físico quer emocional, que perdeu um jogador importante (Acuña) para a próxima partida, e tudo numa competição onde pouco pode fazer para evitar a eliminação – um triunfo basta ao Rio Ave, que recebe o já afastado Gil Vicente. Mas esta era a resposta, pelo menos ao nível do compromisso e dedicação, que os adeptos exigem a qualquer jogador, independentemente da sua qualidade ou talento.

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Por Sérgio Krithinas
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