Arbitragem queima
A maior consequência, para já, da revelação dos áudios de Pedro Proença é a quebra total da relação de confiança entre o presidente da FPF e os árbitros. Ao contrário do que pensou à chegada à Cidade do Futebol, quando chamou a si o pelouro da arbitragem, o líder do organismo que tutela todo o futebol deve estar o mais longe possível da pasta que mais é sujeita a pressão e onde se exige total independência. Por muito que tenha entregue a pasta a Rui Caeiro e, entretanto, a Vítor Calado, tentando sacudir a arbitragem do capote, este foi um tema recorrente - como se percebe pelos áudios - nas ações de campanha, quando todo o assunto devia ter ficado na esfera do candidato à presidência do Conselho de Arbitragem. Agora, Proença paga por isso.
