Mais um dia, mais renovações no Benfica. Desta vez foram os promissores Tiago Dantas e Nuno Tavares a ficarem blindados com cláusulas de rescisão astronómicas, mesmo sem nunca terem feito um único jogo oficial pela primeira equipa dos encarnados. No caso destes dois miúdos, como noutros num passado recente, a SAD benfiquista preveniu-se, antecipando possíveis ‘explosões’ a curto prazo.
Mas não são só jovens promissores que o Benfica tem ‘amarrados’. Beneficiando de maior solidez financeira do que os dois principais rivais, as águias têm dezenas e dezenas de futebolistas com contratos profissionais de longa duração. Dá para fazer a equipa principal, a B e os sub-23, além de vários empréstimos, em Portugal ou no estrangeiro. Nem todos os jogadores são, ou virão a ser, craques de primeiro plano, mas esta capacidade para os segurar quase todos dá aos encarnados enormes vantagens, seja porque dificilmente deixarão escapar talento ou porque poderão permitir encaixes no mercado intermédio, mesmo que seja longe dos holofotes dos 120 milhões de João Félix.
O Benfica já não forma jogadores com o foco exclusivo em reforçar diretamente a primeira equipa; nesta altura, formar ou recrutar jogadores a baixo custo, mesmo que não sejam reforços a nível desportivo, é uma parte de todo o modelo de negócio dos encarnados.
Por Sérgio Krithinas