Um golo do funcionário do mês Haris Seferovic impediu que o Benfica perdesse pontos em casa do Moreirense. A derrota diante do Leipzig atingiu uma dimensão desproporcionada, em grande parte justificada pelas ambições desproporcionadas de grande parte dos adeptos (e não só) do clube da Luz na Liga dos Campeões, pelo que o caminho só podia ser vencer em Moreira de Cónegos. Aliás, mais do que vencer, ao Benfica pedia-se uma demonstração inequívoca de força e poder. E foi precisamente o oposto que se viu: uma equipa hesitante, incapaz de asfixiar o adversário e a precisar de muita felicidade para chegar aos três pontos – com dois golos marcados nos únicos dois remates à baliza. Mantém-se a dúvida sobre o real estado de saúde da equipa de Bruno Lage e os próximos jogos irão ajudar a dissipá-la.
No Record de hoje, como sempre, há muita coisa para ler. Mas convido-o, leitor, a deixar-se perder nas seis páginas de abertura do Record Mais, assinadas por Rui Dias e dedicadas ao centenário do Belenenses, que amanhã se comemora. Olhar para 100 anos de uma vida tão preenchida e, ao mesmo tempo, ver as bancadas do Estádio Nacional no encontro de ontem entre Belenenses SAD (herdeiro do futebol profissional) e Rio Ave só pode causar tristeza. O Belenenses, pela sua história e grandeza, não merece isto.