Record publica este domingo a primeira grande entrevista de Andreas Samaris a um jornal português – e, segundo o próprio, a mais longa que alguma vez concedeu. Foram quase duas horas de conversa em Atenas e o resultado pode ser lido nesta edição, confirmando que está muito longe de ser um futebolista qualquer. Culto, consciente do lugar que ocupa e das suas responsabilidades, é fácil perceber porque Samaris se tornou um dos futebolistas mais admirados pelos adeptos. E a forma desassombrada como fala das duas situações de agressão que lhe valeram castigos com base em imagens de TV devia ser lida com muita atenção por muita gente.
O que também merece ser lido é a longa conversa com Fernando Santos. O selecionador nacional é um excelente conversador, mas é ainda melhor gestor de homens, a missão mais importante e decisiva para um treinador de uma seleção nacional. Exigir a Santos que monte grandes estratégias e táticas na meia dúzia de dias que tem de trabalho com os futebolistas é profundamente injusto e desconhecedor. Não está, como ninguém está, acima de críticas, mas podia ser bom dar algum crédito a quem tem o currículo de Fernando Santos.
PS: Ao Yiannis, ao Vasilis, ao Kostas e à Angeliki: muito obrigado.
Por Sérgio Krithinas