Marcel Keizer admitiu ainda durante a pré-temporada que seria difícil compatibilizar Bruno Fernandes e Vietto, dois jogadores que gostam de pisar zonas semelhantes em campo. Ontem, em Portimão, o holandês apresentou uma possível solução: colocou ambos no apoio ao ponta-de-lança (Vietto a partir da esquerda) e conseguiu uma das melhores exibições dos últimos tempos, sobretudo em situação de ataque (defensivamente, os problemas continuam), contando também com a inspiração de um endiabrado Raphinha. A moral da história é um chavão do futebol: há sempre forma de compatibilizar bons futebolistas. Porque o modelo tático deve servir para tirar o melhor de cada jogador e não ser um desenho ao qual os artistas se devem adaptar.
Num futebol tantas vezes tristonho como o português, é fantástico ver clubes com adeptos como os de Gil Vicente e Famalicão, duas equipas acabadas de chegar à Liga NOS. Apesar das horas, apesar do enorme temporal que atingiu ontem à noite o Minho, os gilistas e famalicenses presentes nas bancadas de ambos os estádios contribuíram para engrandecer os dois belíssimos espetáculos de futebol que foram os jogos com Sp. Braga e V. Guimarães. E o show de luzes que houve em Barcelos quase fez esquecer o apagão no estádio.