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As consequências dos erros de Hugo Miguel e Luís Godinho no último Rio Ave-Benfica vão muito além da influência que tiveram no jogo. Mesmo que o 2-0 para os encarnados tivesse sido transformado num 1-1 ao intervalo, é falacioso dizer que o resultado final teria sido desfavorável ao clube da Luz. Teria sido um jogo diferente, quase de certeza mais difícil para a equipa de Bruno Lage, mas não faz sentido dizer que foi apenas aquela sucessão de erros – assumidos pelo Conselho de Arbitragem ao punir os dois juízes – que determinou o desfecho da partida.
O maior problema é que estes erros acabam por permitir que se reforce a perceção de que o campeonato será decidido pelos árbitros. Essa tem sido a mensagem passada ao longo dos últimos meses pelos dois clubes que o têm disputado, numa alternância durante a temporada, sempre com queixas de quem está atrás e (por vezes) resposta de quem vai à frente. E nem se pode dizer que seja algo surpreendente ou novo: já vimos este filme em anos anteriores.
No sábado, quem ficar em primeiro dirá que não quer falar de árbitros. Quem ficar em segundo terá os apontamentos preparados para fazer contas aos pontos perdidos por culpa de alegadas decisões erradas. Sempre contas de subtrair, nunca contas de somar.
Por Sérgio Krithinas