Joguem à bola
As excitações do mercado de transferências até são porreiras, mas do que a malta gosta mesmo é de bola. Por isso, ainda bem que a Liga está de volta e logo com uma partida entre duas das equipas que mais curiosidade geram: o Rio Ave de Nuno Capucho e o novo FC Porto, agora orientado por Nuno Espírito Santo.
Podemos lançar palpites e armar-nos em adivinhos, mas há pouca coisa certa para o campeonato 2016/17. Uma delas é que haverá queixas relativamente aos árbitros e aos órgãos de disciplina, sempre eles os 'responsáveis' quando algo corre mal. Desta vez, não haverá o alvo fácil de Vítor Pereira para atingir, mas José Fontelas Gomes, o seu substituto, não deve demorar a ter o nome riscado por muita gente.
Os primeiros sinais do Conselho de Arbitragem são excelentes. A forma como o 'vice' João Ferreira falou à redação de Record na última quarta-feira, numa visita para explicar as alterações às leis do futebol, foi sintomática. Transparente e sem problemas em assumir responsabilidade, fugindo ao discurso de defesa cega da classe. O caminho é longo, mas são os primeiros passos para que dentro de alguns anos os adeptos olhem para eles com confiança.
Os árbitros parecem já ter compreendido o caminho. Resta agora que dirigentes, treinadores e jogadores façam também a parte deles: que respeitem adversários e todos os intervientes no jogo e que aceitem que todos podem errar, a começar por eles próprios. Era bom que fosse assim, mas algo me diz que é pedir de mais.
