Saída de campo

Sérgio Krithinas
Sérgio Krithinas Diretor Adjunto

Mais do que um jogo

A Seleção Nacional perdeu ontem pela terceira vez um jogo oficial desde que Fernando Santos pegou na equipa das quinas, há cinco anos. É um número impressionante, mas as sensações da qualificação para o Euro’2020 estão longe de ser as melhores. Dois empates em casa, diante de Sérvia e Ucrânia, a que se junta a derrota de ontem em Kiev, fazem com que o primeiro lugar do grupo (com chances de ser cabeça de série no sorteio da fase final) deixe de ser possível. Resta-nos cumprir a obrigação de vencer os dois jogos que faltam, diante da Lituânia e no Luxemburgo, para confirmar já a presença num evento onde vão estar perto de metade de todas as seleções europeias (24 em 55), sem fazer depois contas ao playoff da Liga das Nações. Por muito que haja quem lembre o exemplo anormal da Holanda em 2016, para uma boa seleção europeia o mais difícil é ficar de fora de um Europeu.

Na Bulgária, apesar de todos os avisos, aconteceu o que se temia: insultos racistas sobre jogadores ingleses levaram à interrupção da partida por duas vezes. Em França, os jogadores turcos festejaram o golo do empate com um gesto a manifestar apoio ao exército do país que combate os curdos no norte da Síria. O futebol sempre foi muito mais do que um jogo, mas qualquer dia nem sequer será um jogo.

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