A mesa dos grandes
Se não houver bruxas, Portugal irá garantir hoje a qualificação para o Euro’2020, somando a 11.ª fase final consecutiva de Europeus e Mundiais. Trata-se de um clube muito restrito, onde apenas entram Alemanha, Espanha e França, países que são potências no futebol e com população várias vezes superior à de Portugal, algo que também é refletido no número de jogadores federados. Se a bola não fosse redonda, o futebol português deveria ter resultados semelhantes aos de Bélgica, Grécia, República Checa, Suécia ou Hungria.
Há pouco tempo um amigo dizia-me que a seleção da Alemanha é um dos maiores fracasso do futebol. Porquê? Com 82 milhões de habitantes e mais de 2 milhões de jogadores federados, uma liga fortíssima e condições de treino excelentes, os alemães deveriam dominar o futebol de países na Europa, "perdendo de vez em quando". Mas a verdade é que, desde a unificação, a Alemanha só venceu um Europeu em 1996 e um Mundial em 2014.
Garantir um lugar no Europeu tornou-se uma obrigação – e esse é o melhor elogio que se pode fazer à Seleção portuguesa. Hoje, no Luxemburgo, não pode haver batatal ou frio a travar Ronaldo, Bernardo Silva e companhia. Porque, em futebol, Portugal senta-se na mesa dos grandes.
