A corda vai partir
O recurso a trocadilhos fáceis em posições oficiais é a melhor forma de desviar atenções do que é essencial. Desde que começou o descalabro da temporada, logo após as eleições, o Benfica tem-se movido num jogo de sombras, procurando bodes expiatórios sucessivos que justifiquem os 15 pontos de atraso para a liderança, os cinco para o segundo lugar, o falhanço na entrada na Champions ou a incapacidade para vencer até agora um jogo que fosse contra uma equipa de topo. De todos, o fortíssimo surto de Covid-19 em meados de janeiro, quando a equipa parecia dar ténues sinais de recuperação, é o mais credível, mas não pode ter as costas largas para tudo que se passou desde o início de novembro.
