Convicção precisa-se
É uma pena que Mehdi Taremi esteja mais vezes nas bocas do mundo pelas discussões sobre penáltis do que pelos golos que marca e dá a marcar. Por culpa própria e não só, o avançado iraniano ganhou a fama de simulador que parece condicionar a forma como os árbitros olham para ele. É difícil perceber como é que a equipa de arbitragem liderada por Tiago Martins deixou passar em claro o penálti que sofreu aos 52’ (e ainda mais o lance de Evanilson, aos 23’). O árbitro de Lisboa devia ter sido poupado a isto, depois das críticas que lhe tinham sido dirigidas por Sérgio Conceição após o jogo com o Paços de Ferreira e que valeram uma participação da APAF contra o treinador portista. Há um facto que é sintomático sobre a falta de convicção de Tiago Martins em cada uma das quedas de Taremi na área: não deu penálti em nenhuma delas, mas também não puniu o iraniano por simulação. E convicção é coisa que não deve faltar a um árbitro quando apita.
