Fortes e fracos
Jorge Jesus reconhece que os grandes estão mais fortes nesta temporada e admite que a distância para o restante pelotão se alargou. A classificação, que mostra um fosso de nove pontos entre terceiro e quarto, dá razão ao técnico. Mas é uma tendência que se vem acentuando há quase uma década e que não é um exclusivo de Portugal. À medida que a UEFA foi aumentando os prémios monetários da Liga dos Campeões, criou diversas velocidades dentro de cada campeonato nacional. Benfica, Sporting e FC Porto garantiram este ano dezenas de milhões de euros na Champions e competem dentro de portas com vários clubes cujas receitas – na sua maioria provenientes dos direitos de TV – não ultrapassam os 5 milhões. Ou os campeonatos nacionais arranjam uma solução para redistribuir estas receitas ou correm sérios riscos de desaparecer por falta de competitividade.
