Os silêncios que falam

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Se o silêncio pós-Mundial não bastasse aos mais distraídos, Cristiano Ronaldo fez questão de deixar ontem bem claro como está a sua relação com Fernando Santos. O nome do ex-selecionador – que conduziu Portugal (e CR7) aos únicos títulos de seleções seniores de futebol da sua história – nunca foi referido pelo capitão, mas as sucessivas comparações entre o presente ("ar fresco", "tudo sempre a andar", "mais ao ataque") e o passado mostra bem o que vai na sua cabeça sobre Santos. Dias antes do Mundial, na famigerada conversa com Piers Morgan, o camisola 7 colocara o engenheiro entre "os melhores treinadores do Mundo"; um mês mais tarde, e depois de ter ficado duas vezes no banco, nem uma palavra pública foi capaz de dizer sobre ele. O que nos permite (pelo menos) suspeitar que as opiniões de Ronaldo sobre os respetivos treinadores estão diretamente relacionadas com o tempo de utilização que estes lhe dão.

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