Fisco e risco
O fim da aplicabilidade prática do programa ‘Regressar’ ao futebol profissional, pelo menos aos jogadores mais bem pagos, pode ser uma bênção disfarçada para os clubes portugueses. Habituados a descobrir e formar talento que depois vendem a peso de ouro, os emblemas nacionais não se podem dar ao luxo de ir preenchendo cada vez mais os plantéis com jogadores que já não poderão ser rentabilizados financeiramente. Por isso, mais do que se preocupar com benefícios fiscais para trazer trintões de volta, o futebol profissional tem de lutar por benefícios fiscais para os mais jovens, criando condições para segurar os grandes talentos das respetivas academias e para atrair os estrangeiros que veem em Portugal uma porta de entrada na Europa.
