19 agosto 2024 - 01:14
O julgamento de Schmidt
É muito português andar entre o oito e o oitenta. E isso também se verifica na relação com aquilo que nos é estranho. Vai daí, facilmente se varia entre o deslumbre parolo perante um estrangeiro e os ataques sucessivos à mesma pessoa. Roger Schmidt ainda não fala português, pelo menos em público, mas já deve conhecer esta característica tão nossa. Durante quase um ano, era um ‘gentleman’, um novo Eriksson, uma lufada de ar fresco, quase um génio, mesmo a cada banalidade que dizia; agora, está na fase em que até pode fazer malabarismos e cuspir fogo pelas orelhas que é sempre culpado.
