A Justiça sem justiça
Mais uma vez, a Justiça entrou em campo para mudar a convocatória de um jogo de futebol. Pedro Marchão Marques, presidente do Tribunal Central Administrativo do Sul (TCAS), olhou para as horas e chegou à conclusão de que Paulinho não dispôs do tempo a que tinha direito para apresentar a sua defesa, dando assim provimento à providência cautelar apresentada pela defesa do avançado sportinguista. Imagino que seja uma decisão inatacável à luz do direito administrativo, mas é uma aberração quando olhamos para as especificidades do Desporto de alta competição. Chamar várias vezes "corrupto" a um árbitro, numa imagem mostrada em direto pela televisão, é uma infração que tem de ser punida – e depressa. Permitir que o infrator faça a gestão do 'timing' do castigo é outra coisa que não Justiça.
