Record

Saída de campo

Sérgio Krithinas
Sérgio Krithinas Diretor Adjunto

A lei do mais rico

A lógica dos milhões imperou e o FC Porto está encostado às cordas nos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Ontem, apesar de os dragões poderem lamentar as boas oportunidades desperdiçadas por Marega e algumas decisões do árbitro, a ideia que ficou foi que quase tudo aconteceu ao ritmo imposto pelo clube inglês, que marcou dois golos cedo, pressionou em alguns momentos à procura de um terceiro, mas acabou em modo gestão, dando minutos de descanso a Mané e Firmino, já a pensar nas batalhas que aí vêm na Premier League.

Nos últimos anos, vimos clubes portugueses – com o FC Porto à cabeça – a fazer alguns brilharetes no lago dos tubarões. Mas as exceções são cada vez mais exceções e, ao ritmo que as desigualdades financeiras crescem, a tendência será que existam cada vez menos. O topo do futebol inglês, como do espanhol, italiano ou até do alemão, já está muito distante do topo do futebol português. No ano passado, o Liverpool gastou apenas 150 milhões de euros para contratar dois jogadores: Van Dijk (em janeiro) e Alisson (no verão). Um valor superior aos 134 milhões de euros que a SAD do FC Porto gastou em toda a temporada 2017/18.

Quem disse que o dinheiro não traz felicidade? No futebol, é meio caminho andado.
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