A nossa obrigação
"Continuamos a ver diferente o que é igual". A frase foi escrita por Tiago Craveiro em fevereiro deste ano, num artigo de opinião no Record a propósito da qualificação histórica da Seleção feminina para o Mundial que se disputaria meses mais tarde na Nova Zelândia e Austrália. Nove meses mais tarde, continuamos a ver diferente o que é igual – mas, talvez, um pouco menos diferente, que os maus hábitos demoram a perder-se. Em muitas notícias de futebol feminino, ainda são comuns os comentários boçais e sexistas, com referências ao aspeto físico das jogadoras ou simplesmente a mandá-las para a cozinha. Mas sentamo-nos a ver um jogo como foi o dérbi de ontem entre Benfica e Sporting e percebemos que o essencial do futebol está todo lá – até o entusiasmo das bancadas muito bem compostas, provavelmente com novos adeptos.
