A Seleção e as seleções
A convocatória que Fernando Santos anunciou ontem, a primeira pós-Euro’2020, foi em parte feita no final de 2022, altura em que se vai disputar o próximo Mundial. Tal como sucedeu no pós-2016, começou uma renovação, que, acredito, será mais visível à medida que a temporada avançar. A chamada de Otávio motivou um burburinho inexplicável, sobretudo num país que recentemente celebrou (e bem) a medalha de ouro olímpica de Pedro Pichardo. O médio portista vive em Portugal desde 2014 e é tão bacteriologicamente puro como qualquer outro português. E, ao contrário de Liedson ou Dyego Sousa, nem sequer se pode dizer que é uma resposta desesperada a uma necessidade da equipa – Otávio é um grande reforço, mas não se pode dizer que vai ter lugar cativo na Seleção.
