Brincadeiras
Sporting e Benfica têm passado as últimas semanas a brincar aos processos e às queixinhas. Primeiro, foi Bruno de Carvalho que, por causa do já famoso 'kit Eusébio', pediu a descida de divisão dos encarnados; a resposta foi idêntica: o Benfica fez uma participação contra diversos dirigentes e funcionários do Sporting, acusando-os de "coação sobre árbitros" e "abuso de influência". Traduzindo, também pede a descida de divisão do Sporting.
Só por brincadeira é que alguém, sobretudo dentro de Benfica ou Sporting, poderá achar que um dos dois maiores clubes portugueses irá para a 2.ª Liga por fazer coisas que há décadas se fazem em Portugal, desde as ofertas aos árbitros até às declarações mais ou menos incendiárias antes e depois das partidas. Por isso, estas queixas apresentadas aos órgãos disciplinares só podem ser vistas como um marcar de posição, tanto para dentro como para fora. Ao mesmo tempo que tentam mostrar aos adeptos que estão a lutar contra um inimigo externo fora de campo, pressionam as instâncias de arbitragem e disciplinares, tentando com isso - no mínimo - que o rival não seja beneficiado.
Como está mais do que visto que estas participações não vão dar em nada, era importante que a Liga, órgão que organiza as competições e onde Benfica e Sporting são obrigados a conviver, fizesse algo para acabar com esta guerrilha de uma vez por todas. É que, como sempre, começa nos dirigentes e facilmente se prolonga a um exército de adeptos. O que fará com que ir à bola seja cada vez mais uma aventura radical.
