Chamá-los pelos nomes

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Numa sociedade que tenta ser cada vez mais higiénica e politicamente correta, é refrescante ouvir pessoas com cargos de responsabilidade a colocar nomes nas coisas. Roberto Martínez facilitou imenso o trabalho dos jornalistas de Record (entre os quais me incluo) que o entrevistaram: não foi preciso arrancar-lhe nomes, ele foi dizendo-os com naturalidade, referindo-se a vários jogadores que estão sempre nas suas listas e também a vários que nunca foram chamados, apesar das críticas. A conversa de hora e meia pôde ser lida no nosso jornal. Cada um pode concordar ou discordar, pode achar que há coisas que não fazem sentido, pode achar que alguns argumentos não colam. Mas o que ninguém pode achar é que o selecionador não tem explicação para as suas escolhas.

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