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Sérgio Krithinas
Sérgio Krithinas Editor

Champions de seleções

Os primeiros aromas da Liga das Nações mostram que é uma competição que veio para ficar. E a UEFA, bem, percebendo que o futebol de seleções há muito que se tinha tornado previsível e enfadonho, sobretudo a partir do momento em que se alargaram o número de vagas para Europeus e Mundiais (de tal forma que o difícil, agora, é ficar de fora...), criou uma competição que dentro de pouco tempo será uma Liga dos Campeões de equipas nacionais.

Nos últimos dias, a Liga das Nações deu-nos um Alemanha-França, um Inglaterra-Espanha, um Portugal-Itália, um França-Holanda e ainda dará um Espanha-Croácia. Na ressaca do Euro’2016, Portugal iniciava a qualificação para o último Mundial com jogos diante de Suíça, Hungria, Letónia, Ilhas Faroé e Andorra. Praticamente dois anos de um longo bocejo, interrompido pela decisão diante dos helvéticos na última jornada, e que nem os jogos particulares, por muito cotados que fossem os adversários, faziam quebrar.

Ainda há acertos a fazer na nova competição. Para começar, o formato é pouco claro para a maior parte dos adeptos – talvez a simples mudança da nomenclatura das ligas poderia ajudar a resolver; chamar ‘Elite’ à Liga A, por exemplo. Depois, o método de atribuição de quatro vagas para o Euro’2020 também é demasiado complexo. Mas seguramente que haverá alterações no próximo ciclo, entre 2020/21.

O modelo, está à vista de todos, vai ser um sucesso. Não é à toa que haja já rumores de que poderá ser alargada a uma escala global, de forma a incluir seleções como Brasil ou Argentina, que poderão trocar os particulares de exibição por jogos a sério e com muito maior interesse competitivo e, por isso, comercial. O dinheiro, como sempre, comanda a vida.
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