Dinheiro liga tudo
A chegada à Arábia Saudita dos craques recém-contratados torna real aquilo que já se sabia há várias semanas. Várias estrelas, nem todas em final de carreira, desembarcaram no Médio Oriente com a promessa de meterem a mão ao pote de ouro. Pelo nosso eurocentrismo, faz-nos confusão este caminho que o futebol toma, em que o dinheiro se coloca acima de tudo. Mas até nos esquecemos de que, na verdade, está tudo ligado. As fortunas que os árabes gastam em transferências e salários têm sido um balão de oxigénio para diversos clubes europeus que viveram os últimos anos em sucessivos recomeços ano após ano. Sem os milhões de petrodólares, ou petrolibras, o que teria feito o Chelsea, por exemplo, aos muitos excedentários que foi acumulando ao longo dos últimos anos?
