Disciplina em part-time
A escolha de Cláudia Santos para suceder a José Manuel Meirim no Conselho de Disciplina (CD) continua a agitar as águas paradas do futebol português. A Comissão de Transparência aprovou (apenas com o voto contra do PAN) a acumulação de cargos, mas a legalidade não deve ser a única regra em jogo. E nem me parece particularmente relevante a questão da promiscuidade entre política e futebol – não tanto, pelo menos, como a promiscuidade entre política e grandes empresas ou poderosos escritórios de advogados –, até porque o poder nas mãos de um CD não é tão grande como se quer fazer crer (a esmagadora maioria das decisões são ‘automáticas’, a partir de relatórios de árbitros e delegados, e todas são passíveis de recurso para outras instâncias).
