Equilíbrios
O ziguezaguear de emoções com que o futebol é vivido pelos adeptos raramente é bom conselheiro. Numa conversa aberta a leitores realizada ontem em Record online, vários questionavam se o Benfica deveria aproveitar os últimos dias de mercado para reforçar posições que mostraram fragilidades na derrota diante do FC Porto. Até sexta-feira passada, isto nem era tema. Mas um jogo pobre (muito pobre, na verdade) dos comandados de Bruno Lage fez parecer o plantel dos encarnados bastante mais fraco. Podemos achar que alguns dos reforços contratados pelo Benfica para esta temporada não correspondem às reais necessidades que havia no plantel. Mas a verdade é que, do onze titular que limpou a segunda volta na época passada, apenas saiu um futebolista: João Félix. E foi já sem o menino-prodígio que o Benfica esmagou o Sporting por 5-0. A verdade está no meio: essa equipa estava longe de ser perfeita, a equipa que perdeu com os dragões está longe de ser um mar de defeitos.
As notícias sobre agressões a adeptos correm o risco de se banalizar. Isso é o pior que podemos fazer. Fizemos uma revolução há menos de meio século com cravos e achamos normal que haja violência e ódio em nome de cores clubísticas. Não o podemos aceitar. Não, não e não.
