Fugir da realidade

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A decisão do Conselho Superior do FC Porto em retirar as propostas de alterações estatutárias e, com isso, cancelar a famigerada Assembleia Geral, é uma saída por uma porta ainda mais pequena, apesar das cenas lamentáveis da passada segunda-feira. Porque fica a certeza de que o recuo não tem nada a ver com a bondade das medidas em cima da mesa, mas sim pelo mais do que provável chumbo, o que seria uma espécie de sondagem em modo real para o duelo eleitoral que se vislumbra em abril do próximo ano. A solução foi fugir da realidade e agora fazer de conta que nada se passou.

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