Jesus longe da vista

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Jorge Jesus aceitou um desafio de alto risco ao mudar-se para o Brasil. Apesar da dimensão do Flamengo, dificilmente será o emblema carioca a dar ao treinador português a projeção global que o poderá fazer chegar a um dos tubarões das principais ligas europeias, há muito o seu objetivo. Depois da aventura na Arábia, proveitosa acima de tudo para a conta bancária do técnico, Jesus arrisca-se a ser visto na Europa como um treinador exótico, que dificilmente entrará nas contas dos clientes habituais da Liga dos Campeões.

Ao mudar-se para o Flamengo, Jesus apenas terá a possibilidade de se mostrar de novo à Europa no Mundial de clubes, cuja realização em 2019 apenas esta segunda-feira será confirmada pela FIFA. Mas ainda precisa de vencer a Libertadores, algo que não será fácil. Sem isso, os treinadores do futebol sul-americano estarão longe dos olhos dos patrões endinheirados de Inglaterra, Espanha, Itália ou Alemanha.

O episódio dos insultos a João Félix à chegada ao hotel onde a Seleção Nacional se concentrou não é suficiente para se colocar em causa a unidade dos adeptos em torno da equipa das quinas, que se nota desde os tempos de Scolari. No máximo, é consequência do extremismo de forças no futebol português. Mas é bem capaz de ser apenas a prova de que a mãe dos idiotas está sempre grávida.

Nota: Artigo atualizado após anúncio da realização do Mundial de Clubes em 2019.

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