Justiça cósmica

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Nos últimos dias, Bruno Fernandes e Jorge Jesus recordaram a final da Taça de Portugal da época passada, que o Sporting perdeu diante do Aves, numa semana particularmente difícil para toda a gente em Alvalade. Um ano depois, e apesar das diferenças consideráveis (no plantel, no banco e nos gabinetes), a equipa volta ao Jamor, onde terá uma oportunidade para ajustar contas com a história. Se há momentos de alguma justiça cósmica ou divina no futebol, este é um deles.

O Sporting ganhou ontem essencialmente porque quis mais. Procurou assumir o jogo, porque a isso estava obrigado, mas teve coragem para o fazer, deixando trancados num quarto bem escuro os esqueletos deixados pelas duas derrotas anteriores às mãos do velho rival. Tem menos soluções – e bastava comparar os bancos de cada lado para o perceber – mas tem o melhor jogador a atuar neste momento em Portugal: Bruno Fernandes faz tudo e, mais importante do que isso, faz tudo bem.

O Benfica já tinha deixado alguns sinais de fraqueza na magra vitória sobre o Tondela; agora, os alarmes soam na Luz, pois não há margem para o mais pequeno deslize na Liga. Luís Filipe Vieira falou após o encontro, adotando um discurso de tranquilidade, claramente dirigido para dentro. Tem a palavra a equipa.

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