Mãos para o Ferrari
O currículo com que Roger Schmidt chegou a Portugal, aos 55 anos, levantou desconfianças: apenas se registava um campeonato nacional (na Áustria, em 2013/14), três taças (Áustria, China e Holanda) e uma Supertaça (Holanda). A conclusão mais simplista era que se tratava de um treinador sem mãos para o célebre ‘Ferrari’ do Benfica, esquecendo que todos os campeões nacionais dos últimos anos tinham um currículo ainda pior quando pegaram no respetivo ‘Ferrari’. Nisso houve mérito de quem o escolheu: porque mais do que um currículo reluzente, Rui Costa procurou uma ideia, um conceito de futebol ofensivo que pudesse também fazer crescer o entusiasmo entre os adeptos. Acertou em cheio.
