Máquinas e humanos
O futebol que não tira férias no inverno, o inglês, lá continua a um ritmo alucinante. Entre a sobrecarga de jogos e estádios cheios, os adeptos começam a ficar pelos cabelos com o uso do vídeo-árbitro, sobretudo quando anula golos por foras-de-jogo de unhas. Aconteceu ao Norwich no jogo com o Tottenham, aconteceu ontem ao Wolves frente ao líder Liverpool. Detetar foras-de-jogo de dois ou três centímetros (cerca de uma falangeta...) é um absurdo. Por cada máquina infalível, há um ser humano a determinar o momento exato em que a bola é passada e a definir o ponto onde colocar a linha que vemos nas imagens de TV. O próprio fornecedor da tecnologia assume que há uma margem de erro de, pelo menos, 5 centímetros, o que retira certezas absolutas a estes foras-de-jogo. Introduzir uma margem de erro é uma necessidade.
