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Dizem que não há uma segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão, mas não é de boas impressões que o Benfica precisa na Champions. A derrota com o Leipzig deixou marcas, sobretudo pelas expectativas com que os adeptos foram alimentados, mas chegar aos oitavos-de-final da prova de todos os milhões ainda não está no campo da realidade virtual. É fundamental que o Benfica pontue em casa do Zenit para poder manter essa chama bem acesa e Bruno Lage parece ter claro que o caminho só pode ser um: assumir o jogo, querer a bola, controlar as operações. Foi esta a ideia que o treinador passou ontem aos jornalistas; esta noite veremos se a conseguiu também passar aos jogadores. Porque a dimensão de uma equipa não se reflete apenas nos resultados, mas também na forma como os obtém.

João Félix não deu tempo a que se levantassem dúvidas em Espanha sobre o seu valor. O prodígio português carrega aos ombros o enorme peso do valor da sua transferência, mas até pela forma como tem lidado com isso mostra que está a caminho de uma carreira entre os melhores dos melhores. Não devia precisar de golos como o que marcou ontem em Moscovo para que isso fosse reconhecido por todos. Mas os golos são a linguagem mais facilmente entendível por todos. Por isso, ainda bem que os marca.

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