Bloco baixo

Sérgio Krithinas
Sérgio Krithinas Diretor Adjunto

Mundial de transição

Portugal parte para este Mundial com muito otimismo, algo que se repete desde que me lembro de ver a Seleção nestas competições. O recente título europeu obriga-nos a ter ambição, mas uma pequena porção de realidade é um remédio que nunca fez mal a ninguém.

Portugal está longe dos principais favoritos à vitória no Mundial. Aliás, Portugal nem sequer é o favorito à vitória de um grupo bem mais complicado do que parece, até pela ordem dos jogos.

Fernando Santos tem ao seu dispor jogadores de qualidade, mas sabe que a Seleção está numa fase de transição. Tem grandes craques acima dos 30 anos - Ronaldo, Quaresma e Pepe, por exemplo -, e muitos outros ainda com pouca rodagem internacional - Bernardo Silva, Gelson e Bruno Fernandes. Ao contrário do que acontecia noutras grandes competições, não há uma geração de grande talento entre os 25 e os 30 anos, por norma, o melhor período da carreira de um futebolista.

Por isso, é muito possível que Fernando Santos, cujo contrato vai até 2020 (um pormenor importante), tenha na cabeça um ciclo de quatro anos, entre os dois Europeus. Fazer boa figura no Mundial da Rússia é importante, mas não é decisivo para a permanência de Portugal no topo do Mundo. Dentro de dois anos, com uma geração muito promissora já dentro do zénite das suas carreiras, Portugal será um candidato ao Europeu.

Até lá, é aguardar por este Mundial e torcer para que aconteça o que aconteceu tantas vezes na história do futebol: a lógica levar um pontapé.

Deixe o seu comentário

Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade