Nuvens que não passam
Nunca há boas alturas para perder um jogo, nem que seja um particular, mas para o FC Porto a derrota de ontem com o Monaco na partida de apresentação aos sócios vem na pior altura. Os aplausos que Danilo e Sérgio Conceição ouviram quando subiram ao relvado não tiveram depois sequência na exibição da equipa, que nem de penálti marcou. A melhor forma de afastar as nuvens que têm pairado sobre o Dragão seria com vitórias e boas exibições – são o melhor medicamento para todos os males do futebol. A 10 dias do primeiro grande jogo da época, diante do Krasnodar, que pode ser importantíssimo para o futuro da própria SAD, há demasiadas dúvidas à volta da equipa portista, quer no mercado de transferências quer dentro de casa.
Há alguns anos que a sociedade vive numa permanente procura da ‘próxima grande cena’, a ‘next big thing’. O futebol não é exceção. João Félix há muito que vem sendo apontado como tal e aquilo que fez pelo Atlético no dérbi com o Real Madrid ajudou a reforçar este estatuto. Nestas alturas, vale sempre a pena dizer o óbvio: foi um particular – e só um. Que João Félix tem uma tremenda qualidade, isso é notório e não é de agora; mas será preciso mais do que um particular (por muito que seja contra o arquirrival) para que se possa ter certezas sobre o que será o futuro de Félix. Lá que promete, isso promete.
