O contributo de cada um
Fernando Gomes não pode, nem deve, e acredito que nem quer, ser o gestor de todos os clubes ou impor um modelo padronizado de gestão, mas as pistas que dá devem ser alvo de profunda reflexão. No artigo que hoje escreve em Record, muito do que o presidente da Federação defende devia ser senso comum numa atividade que quer ser respeitada e vista como uma indústria relevante no país. Em resumo, maior justiça na distribuição de receitas, mais racionalidade na sua gestão. O problema é que tudo parece flutuar de acordo com os momentos e interesses próprios de cada um. O futebol português gera perto de mil milhões de euros por ano e é normalmente gerido a pensar no fim de semana seguinte. O futebol já existia muito antes de todos nós, e continuará, independentemente dos jogadores, treinadores ou dirigentes. A nossa obrigação é deixá-lo melhor do que o encontrámos. Fernando Gomes tem feito a sua parte.
