O desafio da arbitragem

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O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação convidou jornalistas e comentadores de arbitragem para uma ação de formação sobre as significativas alterações às Leis do Jogo que entraram em vigor esta época. Durante quase duas horas, houve a rara oportunidade de ouvir a voz de árbitros - neste caso de Hugo Miguel e Tiago Martins, que fizeram companhia a José Fontelas Gomes e João Ferreira, presidente e ‘vice’ do CA -, algo tão raro que até pareceu estranho vê-los numa postura tão descontraída e natural.

Foram cerca de duas horas de conversa e respostas sobre o tema das mudanças nas Leis do Jogo - outras, em especial a sobre a introdução das linhas de fora-de-jogo, acabaram por ser desviadas. Como alguém notou, a ação de ontem, na Cidade do Futebol (haverá outra hoje no Porto), destinou-se, de forma indireta, aos milhões de adeptos/árbitros de bancada espalhados por todo o país. Aconteceu num ambiente de pré-época, sem casos recentes a escaldar nas mãos do CA, pelo que seria sempre mais fácil. Mas o desafio, que nunca foi conseguido apesar de alguns passos positivos dados recentemente, é conseguir que árbitros e dirigentes de arbitragem sejam livres de falar, para se explicarem ou até justificarem sempre que isso seja aquilo que se impõe. A arbitragem vive há demasiados anos escondida na sombra; fazia-lhe bem, por desafiante que isso seja (e é!), dar-lhe mais claridade.

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