O dinheiro pornográfico
O dinheiro à disposição do PSG, e que permitiu ao novo-rico francês segurar Kylian Mbappé, é pornográfico – mas só quando não vem parar aos nossos bolsos. Ninguém em Portugal o questionou quando contratou Danilo Pereira ou Nuno Mendes, como ninguém o questionou quando se falou da hipótese de Darwin Núñez ser transferido para a cidade-luz. O futebol está cada vez mais entregue a clubes que são financiados por estados, mas já todos o aceitam de forma natural (até a UEFA, que aceitou Nasser Al-Khelaifi membro do Comité Executivo e um dos principais aliados de Aleksander Ceferin), até porque o ecossistema dos emblemas vendedores depende desses clubes-estado como de mais ninguém. Os verdadeiros alarmes tocam nos concorrentes diretos, como os históricos Real Madrid e Barcelona, presos a uma Liga espanhola que vai atrofiando, e cada vez mais incapazes de competir financeiramente com estes novos gigantes da massa.
