O Manel pode partir em paz
A perda dos nossos heróis e referências é a forma mais dura de envelhecimento. Manuel Fernandes estava lá, longe, na televisão, quando a minha geração começou a ganhar consciência e a criar os ídolos no futebol, que procurávamos imitar nos recreios da escola primária. Os últimos dois anos foram particularmente violentos para quem cresceu na década de 80 do século passado, numa altura em que a informação corria muito mais devagar: partiram Chalana, Gomes e agora o Manel. Todos grandes craques de futebol, todos grandes craques como pessoas, a quem nem as injustiças cometidas pelos clubes onde foram heróis tiraram os sorrisos.
