Onde está o ouro
A extraordinária venda de Darwin Núñez, por valores que seriam notáveis mesmo em contexto pré-pandemia, confirma uma tendência que há muito os clubes nacionais deviam ter percebido: contratar futebolistas jovens, com talento, margem de progressão e ambição de chegar ao topo do futebol é uma política mais lógica do que optar por estrelas consagradas, que olham para Portugal apenas como um país solarengo e pacífico para viver. Darwin Núñez custou muito ao Benfica, possivelmente demasiado, mas ninguém se vai lembrar disso ao ver um investimento de 24 milhões de euros multiplicar-se por três ou quatro ao fim de apenas dois anos, isto para não falar dos vários golos apontados pelo uruguaio e que valeram muito dinheiro na Champions. É claro que há exceções: jogadores consagrados que são mais-valias e jovens que falham redondamente. Mas negócios e compra e posterior venda como os de Darwin, Luis Díaz ou Bruno Fernandes mostram bem onde está o ouro.
