Pague quem puder
Entrou em campo um novo jogador. A liga da Arábia Saudita, além de pagar comboios de petrodólares a estrelas na fase mais adiantada da carreira, parece ter-se tornado num doping financeiro para os clubes europeus que lutam para preencher os requisitos de fair play financeiro da UEFA ou de cada país. O Wolverhampton, por exemplo, vê os problemas resolvidos ao vender Rúben Neves por 55 milhões de euros, um valor que ninguém na Europa pagaria por um médio-defensivo que está a um ano do fim do contrato; o Chelsea, que tem sido ‘ordenhado’ sucessivamente nos últimos mercados, negoceia as vendas dos excedentários Mendy, Koulibaly e Ziyech com o líder do futebol do governo saudita e prepara-se para encaixar algumas dezenas de milhões de euros que lhe permitirão continuar a comportar-se no mercado como um bêbedo num bar às 5 da manhã. Perante isto, não há regras de controlo financeiro que resistam e o futebol internacional estará condenado ao pague quem puder.
