Bloco baixo

Sérgio Krithinas
Sérgio Krithinas Diretor Adjunto

Período de ajustamento

Sporting e Benfica foram as primeiras equipas portuguesas a entrar em campo na 4.ª jornada da fase de grupos das provas europeias e, mais uma vez, nenhuma delas venceu. É certo que do outro lado estavam dois candidatos a chegar à final da Liga dos Campeões e que as exibições (e até o resultado do Sporting diante da Juventus) podem ser consideradas positivas, mas a verdade é que estamos (para já) numa época difícil do futebol português a nível da UEFA.

As seis equipas portuguesas que este ano disputaram provas europeias (o Marítimo já está fora) acumulam 27 jogos, dos quais venceram nove, empataram seis e perderam 12. Derrotas frente a Juventus, Barcelona ou Manchester United podem ser consideradas quase que inevitáveis, mas a grande maioria dos adversários não foram esses. O Benfica é o caso mais extremo, com péssimos resultados diante de Basileia e CSKA, mas não é o único. Pois também 'clientes' como Ludogorets, Konyaspor, Besiktas ou RB Leipzig fizeram 'bons negócios' com portugueses.

Pode apenas ser coincidência e um ano abaixo do normal, mas a mim parece-me que isto é o futebol português a voltar ao seu nível normal, equiparado ao de países como Rússia, Ucrânia, Turquia ou Holanda, cada vez mais os nossos concorrentes no ranking de clubes. Sem a arma da partilha de passes com fundos, que durante tantos anos mascarou de forma fictícia as verdadeiras diferenças para os países mais endinheirados, esta é a realidade a que os nossos adeptos terão de se habituar.
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