Por uma vez bom senso

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No meio de tanta lama que se atira de um lado para o outro, houve quem mostrasse bom senso. José Fontelas Gomes, presidente do Conselho de Arbitragem, não demorou a reagir à divulgação de um documento de nomeação interno por um empresário obscuro que se tem destacado no submundo do futebol português e agiu seguindo as regras de um Estado de Direito: foi às autoridades. Sem espalhafato, sem ameaças, sem anúncios. Seria mais fácil fazer de conta que nada tinha acontecido, que o tempo acabaria por fazer esquecer tudo. Aquele documento nem é muito relevante (porque apenas antecipou em 12 horas a nomeação do árbitro) mas é importante saber como – e sobretudo por que razão ou interesse – foi parar às mãos de César Boaventura.

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