Rafa e Pizzi, especialistas em demolições

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O Benfica podia dar-se como feliz com a vantagem com que chegou ao intervalo. Sem ser necessariamente melhor, o Sporting tinha tido mais oportunidades e bem mais claras; acabou por sofrer um golo numa combinação que se repetiu vezes e vezes sem conta: Pizzi e Rafa, alas no papel, criativos todo-o-terreno na prática. O cruzamento do 21 ao segundo poste foi perfeito, Raul de Tomas, nas costas de Neto, atraiu Thierry Correia, que deixou Rafa solto para encostar de pé esquerdo. Tudo simples, muito próprio de dois jogadores que se entendem por sinais de fumo. Para trás haviam ficado 45 minutos em que as coisas tinham ido mais ao encontro do plano de Marcel Keizer. Com três centrais, conseguiu anular os dois pontas-de-lança do Benfica; Acuña, na esquerda, muitas vezes com ajuda do ‘vagabundo’ Bruno Fernandes, aproveitou o espaço nas costas do adaptado Nuno Tavares e as acelerações de Raphinha para causar pânico na linha defensiva dos encarnados. Mas esta forma de jogar, com a defesa baixa e muito longe da área contrária, obriga a muitas corridas de muitos metros. Nesta fase da época, não se pode pedir isso durante muito tempo.

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