Realidade vs perceção
Ficará bem para a opinião pública a intenção de punir os árbitros com cortes significativos no rendimento-base, mas o efeito prático é nulo. Primeiro, porque há árbitros que nem sequer têm esse rendimento-base, recebendo apenas prémios de jogo; depois, porque a maior fatia dos rendimentos vem precisamente desses prémios de jogo, que já iam à vida de cada vez que um juiz era colocado na jarra. O grande público quer sempre um responsável pelo fracasso da sua equipa e o primeiro dedo costuma ser apontado ao homem do apito – nada melhor do que anunciar castigos para ir ao encontro das expectativas mais básicas dos adeptos. Veremos se a ameaça de cortar 10 por cento no salário é a solução para acabar com os erros graves.
