Repensar a fórmula

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O modelo de negócio do futebol em Portugal está assente num princípio: comprar barato (ou formar) e vender caro. Quando o mercado se contrai, por culpa dos efeitos de uma pandemia sem fim à vista e de um Brexit que fechou as portas da Premier League à maior parte dos futebolistas, todo o edifício fica em causa. O relatório que a FIFA apresentou ontem mostra que o número de transferências internacionais em 2021 é quase igual ao registado em 2019, ano em que se bateu recorde; mas o total de dinheiro gasto caiu drasticamente pelo segundo ano consecutivo, sendo agora pouco mais de 60 por cento do bolo movimentado há dois anos. Há dois anos, vendas de jogadores da Liga portuguesa na ordem das dezenas de milhões de euros eram frequentes e não exclusivas dos grandes; atualmente, todos têm dificuldade em encontrar compradores, mesmo para futebolistas com créditos e provas dadas a nível internacional.

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